
<p> <i> <b>«Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca.»</b> </i> <br> <b>Em permanente metamorfose, os livros de Clarice Lispector</b> <br> <b>desafiam limites e rasgam convenções.</b> </p> <p>Revisitação de pontos centrais no universo literário de Clarice Lispector, <i>Água viva</i> é pura incandescência da inventividade e da linguagem. Uma enigmática voz feminina – toda audácia, delírio e sedução – conduz a narrativa. Esta mulher, cujo nome não sabemos, deseja mudar de ofício e tornar-se escritora. Ela é um eu que reivindica a ocupação de um espaço e de um tempo, que se dirige a um tu misterioso e que propõe o ousado alinhamento de humanos e bichos, natureza e linguagem, rumo ao centro da vida, que Clarice perseguiu em todas as suas obras. <br> Contestando limites e sem cedências à convenção, este livro inaugura um espaço partilhado entre quem escreve e quem lê: nesta mulher, na sua inquietação ou na sua letargia, nas suas fraturas ou nas suas pulsões, reconhecemos uma humanidade em estado bruto. O tom fragmentário é contrariado por uma cadência de demandas e reflexões tão profundamente individuais como peremptoriamente universais. Um livro desconcertante, que oferece uma hipótese de fusão entre escrita e leitura, forma e tema, corpo e pensamento: radicalmente inovador, ao suspender as fórmulas de representação romanesca, e irresistivelmente transgressor, na exposição das costuras da ficção e da voz lírica. <br> <i>Água viva</i> é um triunfo de Clarice Lispector, que aqui ensaia uma nova escrita de si e do mundo. <br> «Água viva é a fala tardia e nocturna, por vezes quase sonâmbula [...] de uma pintora que deseja mudar de meio de expressão e procura assim dar conta, nesta noite 'mais longa do que a vida', do seu nascimento enquanto escritora [...]. Mais do que assistir a este parto, é dado ao leitor participar nele e na descoberta do (i)mundo, com o susto de quem vê o informe tomar forma.» <br> <b>Joana Matos Frias</b> </p> <p> <b>Os elogios da crítica:</b> <br> «Clarice Lispector tinha uma inteligência lapidar, um instinto visionário e um sentido de humor que ia desde o deslumbramento ingénuo até à comédia maliciosa. Um corpo literário impressionante que não tem par na literatura.» <br> <b>Rachel Kushner</b> <br> «Uma escritora verdadeiramente notável.» <br> <b>Jonathan Franzen</b> <br> «Lispector escrevia como se nunca ninguém tivesse escrito antes. Foi um dos génios do século XX, na mesma liga de Flannery O'Brien, Jorge Luis Borges e Fernando Pessoa. Extraordinariamente original e brilhante, sedutora e inquietante.» <br> <b>Colm Tóibín</b> <br> «Uma das escritoras mais misteriosas do século XX.» <br> <b>Orhan Pamuk</b> <br> «Brilhante e inclassificável. Elegante, culta, temperamental, Lispector é uma artista emblemática que pertence ao mesmo panteão de Kafka e Joyce.» <br> <b>Edmund White</b> <br> «Em <i>Água viva</i>, espécie de longa missiva a um destinatário desconhecido, Clarice Lispector deixa o pensamento deambular sem freio, evocando a força do momento, a escrita, a pintura, ou a sua própria solidão. O resultado é um livro de singular vigor.» <br> <i> <b>Le Monde</b> </i> <br> «Clarice Lispector é enigmática, mística, contraditória e filosófica. Mesmo que comece em território familiar [...], rapidamente se desvia para um reino em que os sons se tornam discordantes e a paisagem se faz indiscernível, assumindo tonalidades imprevistas.» <br> <b> <i>The New York Times</i> </b> <br> «Uma das maiores escritoras do último século.» <br> <b> <i>The Guardian</i> </b> <br> «As suas imagens deslumbram até quando o seu significado é mais obscuro, e quando escreve sobre aquilo que a incomoda é a encarnação da lucidez.» <br> <b> <i>The Times Literary Supplement</i> </b> </p>
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